18 Aug 2010

Lançamento da Torá Bilíngue

Publicado por Timóteo Carriker na categoria Bíblia

Torá Bilíngue King James
agosto de 2010: Abba Press, 832 páginas

A Torá é o mais sagrado dos escritos para os judeus e também reconhecido por todos cristãos como o Pentateuco, os primeiros cinco livros da Bíblia. Esta edição inclui o texto hebraico numa coluna e, na coluna ao lado, uma nova tradução em português: King James Atualizada.
Timóteo escreveu as notas explicativas sobre as palavras hebraicas chaves e o material introdutório no início e as “ajudas” para o leitor no final.

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28 Jun 2010

A herança missionária da Igreja Presbiteriana Independente do Brasil

Publicado por Timóteo Carriker na categoria avaliação missionária

Segue-se o esboço duma palaestre realizada pelo Rev. Gerson Correia de Lacerda, o Secretário Executivo da Igreja Presbiteriana Independente do Brasil. A ocasião foi o retiro de missionários da igreja Presbiteriana dos Estados Unidos da América em abril deste ano. Vale a pena ler e refletir.

A IPI do Brasil e sua experiência missionária

Rev. Gerson Correia de Lacerda

Introdução

1) Recebi um convite, formulado pela Reva. Sherron K. George, para fazer “uma palestra missiológica (crítica) sobre Missão na IPI e sua experiência (relacionamentos) transcultural desde o seu nascimento até hoje, ou seja, abordando os aspectos transculturais”.

2) Chamou-me a atenção a palavra “crítica” , colocada entre parênteses. Isso, para mim, significa que não se pretende aqui uma apresentação oficial ou festiva da história da IPI do Brasil em termos de experiência missionária.

3) Tenho trabalhado desde 1999 na editoração do jornal oficial da nossa igreja, O Estandarte. Meu trabalho consiste em receber o material enviado pelas igrejas, editá-los e publicá-los. Muitas vezes, faço para mim mesmo, uma leitura crítica do jornal. Avalio, pelos artigos, que a IPI do Brasil é ótima, só possui membros extremamente consagrados e vive em festa.

4) Entendo que a Reva. Sherron me pediu para fazer exatamente a mesma coisa aqui, em relação à história missionária da IPI do Brasil. Por isso quero compartilhar, de coração aberto, algumas inquietações e dúvidas que tenho sobre o assunto, depois de atuar por mais de 30 anos dando aulas sobre a história de nossa igreja no Seminário de São Paulo.

I – Nossa herança missionária

1) Texto do Rev. Ashbel Green Simonton, em seu Diário, a respeito de sua decisão de tornar-se um missionário no Brasil: Ouvi um sermão muito interessante do Dr. Hodge sobre os deveres da igreja na educação. Falou da necessidade absoluta de instruir os pagãos antes de poder esperar qualquer sucesso na propagação do evangelho… Esse sermão teve o efeito de levar-me a pensar seriamente no trabalho missionário estrangeiro”.

2) Aspectos importantes do texto de Simonton:

a) A tarefa missionária da igreja não era a de salvar almas para o céu; era mais ampla; era a de transformar o mundo, utilizando, entre outras, a ferramenta da educação.

b) Por outro lado, educar  era “compartilhar os benefícios da civilização e do estilo de vida americano com os povos destituídos do mundo” (Bosch, Missão Transformadora, p. 345).

c) Só depois dessa tarefa, seria possível obter sucesso na propagação do evangelho. Por isso, houve investimento vultoso na chamada evangelização indireta, isto é, por meio da educação.

3) Avaliação crítica do tipo de trabalho missionário decorrente:

a) Esse tipo de evangelização fez com que o nosso protestantismo olhasse com desprezo e com suspeita para a própria cultura brasileira; afinal, ser civilizado e instruído significava adotar o estilo de vida norte-americano.

b) Esse tipo de evangelização não chegava a ser rigorosamente transcultural. Não havia o diálogo de uma cultura com outra. O que se pretendia era a substituição de uma cultura por outra; de uma cultura pagã por uma cultura cristã.

c) Foi contra isso que se levantou a voz profética e solitária do primeiro pastor presbiteriano brasileiro, o Rev. José Manoel da Conceição. Ele escreveu, em pleno século XIX:

Respeitem-se, portanto, os costumes e usos antigos do povo que, em falta de mais profundos esclarecimentos, são aptos para guiá-los e contê-los no bem. Ó meu Deus! Eu respeitarei a religião do ignorante, a fé daqueles que não têm tantas ocasiões de conhecer-vos, de venerar-vos de um modo mais digno. Jamais servirei à vaidade e à presença, de tal sorte que abale a fé piedosa dos outros com palavras e ações inconsideradas” (É. G. Léonard, O Protestantismo Brasileiro, p. 73).

d) Contudo, a voz de Conceição não foi ouvida; ao contrário, acabou sendo desprezada; o que prevaleceu foi a concepção de evangelização indireta, com o objetivo de “cristianizar” (ou “norte-americanizar”) a cultura brasileira para implantar o evangelho em nossa terra.

e) Conclusão: somos herdeiros de uma concepção missionária que não tinha uma visão transcultural, ou seja, de diálogo com uma cultura diferente.

II – Nossa independência

1) Em 1903, rompemos com o protestantismo norte-americano. Organizamo-nos como Igreja Presbiteriana Independente do Brasil.

2) A versão oficial do rompimento privilegiou a questão maçônica. Essa ficou sendo a nossa marca distintiva.

3) Na verdade, porém, foram outras as causas do rompimento. O próprio Rev. Eduardo Carlos Pereira, ao escrever sobre o assunto, afirma que foi na organização do Sínodo da Igreja Presbiteriana do Brasil, em 1888, que surgiram os primeiros problemas que levaram à cisão. E ele faz referência a dois temas em especial:

a) a organização de um seminário;

b) a questão da evangelização direta ou indireta.

4) Essas duas questões estavam ligadas entre si. Se o seminário fosse instalado em São Paulo, onde estava a Escola Americana (depois, Mackenzie), ele funcionaria no principal campus da evangelização indireta e, certamente, seria alimentado por essa concepção de evangelização.

5) A posição de Eduardo Carlos Pereira e seu grupo era contrária à evangelização indireta e a favor da evangelização direta.

6) Nesse momento, o próprio presbiterianismo norte-americano estava dividido sobre o assunto. Setores mais progressistas, ligados ao que seria chamado de Evangelho Social, defendiam a evangelização indireta. Setores mais conservadores, eram a favor da evangelização direta.

7) Isso significa que a IPI do Brasil, ao romper com o presbiterianismo norte-americano, não proclamou a sua independência ideológica. Ao contrário, manteve sua identificação com o setor mais conservador do presbiterianismo norte-americano, defensor de uma transformação social pela conversão individual de católicos romanos ao protestantismo.

8) Com tal visão, o trabalho missionário da IPI do Brasil passou a ser o de organizar e manter um seminário, para preparar pastores, e o de providenciar recursos para que os pastores cuidasses das igrejas já existentes e fundassem outras, trazendo mais e mais pessoas do catolicismo para o protestantismo.

9) Conclusão: Organizamo-nos como igreja nacional, com parcos recursos, com a concepção de que o trabalho missionário era tornar os brasileiros protestantes; assim, o Brasil haveria de ser transformado numa nação próspera e cristã como os Estados Unidos. Aliás, foi isso o que escreveu o próprio Rev. Eduardo Carlos Pereira: A solução católico-romana tem sido o mau fado do nosso continente e de nossa raça. Os fatos bradam. A inferioridade política e social de nossa raça e as condições morais e religiosas das sociedade ibero-americanas aí estão a clamar contra a influência nefasta do Romanismo… Em contraste vivo com a solução católico-romana, tem sido a solução protestante ao problema religioso a estrela benéfica do continente-norte e da raça saxônica… Tal a solução do problema religioso que se recomenda a todos os que se interessam pela sorte da pátria e do próprio destino além-túmulo (O Problema Religioso da América Latina, p. 319-322),

III- Nossa abertura para a cooperação

1) Em 1910, ocorreu a Conferência Missionária Mundial de Edimburgo. Dela, foi excluída a América Latina, por não ser considerada um campo missionário.

2) A resposta foi a realização do Congresso do Panamá, em 1916, no qual o Rev. Eduardo Carlos Pereira esteve representando a IPI do Brasil.

3) O resultado foi a criação da Comissão Brasileira de Cooperação, em 1917, com a Igreja Presbiteriana do Brasil, a Igreja Congregacional e a Igreja Episcopal.

4) A IPI do Brasil se envolveu profundamente na cooperação, que deu origem à Confederação Evangélica do Brasil, em 1934. Isso implicou numa mudança de mentalidade quanto à concepção missionária. A Confederação Evangélica do Brasil pretendia coordenador esforços das várias denominações evangélicas em publicação, educação e ação social.

5) Foi assim que surgiu um importante trabalho missionário de cooperação e transcultural, com a organização da Missão Evangélica Caiuá, em 1928, com a Igreja Presbiteriana do Brasil, a IPI do Brasil, a Igreja Metodista e os missionário norte-americanos.

6) Infelizmente, foi exatamente nessa abertura para a cooperação e ligada à essa concepção que irrompeu na IPI do Brasil a chamada “Crise Doutrinária”, de 1938-1942, que acabou expurgando da denominação os setores mais progressistas bem como os setores mais conservadores.

7) A IPI do Brasil voltou às suas origens em termos missionários, isto é, ao trabalho missionário para implantar igrejas e providenciar pastores para elas e para a implantação de novas igrejas. Praticamente, deixou de ter um projeto missionário denominacional, deixando a iniciativa por conta das igrejas locais e limitado à implantação de igrejas

8) Somente em 1951, a igreja conseguiu organizar a sua Junta de Missões, que se transformou na Secretaria de Missões, em 1981, atualmente designada como Secretaria de Evangelização (em 2005). Ao mesmo tempo, somente a partir dos anos 80, a denominação saiu de seu isolamento, filiando ao Clai, em 1982, reatando com a Igreja Presbiteriana dos Estados Unidos, em 1983, e filiando-se ao Conselho Mundial de Igrejas, em 2008.

9) Graças a isso, desenvolvemos algumas atividades missionárias transculturais. Principalmente com parcerias, enviamos missionários a outros países. Abrimos trabalhos missionários em regiões do país em que nunca estivemos presentes.

10) Conclusão: Nossa experiência de missão transcultural depende muito de nossa abertura para cooperação e estabelecimento de parcerias; nesse sentido, estamos ainda dando os nossos primeiros passos.

Conclusão

1) A IPI do Brasil passou por uma grande crise na sua história entre 1938 e 1942. A superação da crise deve muito ao movimento leigo, principalmente através da atuação da UMPI (mocidade), da Sociedade Auxiliadora de Senhoras e da Sociedade Varonil.

2) Exatamente no período em que a UMPI se destacou como movimento leigo, foi criado um lema que se tornou famoso: “O Brasil para Cristo”. O lema acabou sendo apropriado por uma denominação pentecostal. No entanto, ele serve bem para mostrar como a IPI do Brasil se entende na sua missão evangelizadora. Sue grande desafio foi e tem sido o de evangelizar o Brasil.

3) Somente muito recentemente e com o estabelecimento de parcerias, a IPI do Brasil tem se aventurado no cenário do trabalho missionário mais amplo e transcultural.

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22 Jul 2008

Antropologia do Diálogo

Alunos do Curso de Pós-Graduação em Diálogo Ecumênico e Inter-religioso do Instituto Teológico do Estado de Santa Catarina (ITESC) poderão baixar o roteiro das aulas de Antropologia do Diálogo AQUI

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27 May 2008

Novos recursos na área de “cultura”

Publicado por Timóteo Carriker na categoria recursos missionários

Na página de material para baixar, na categoria “cultura“, acabamos de lançar os seguintes recursos novos: Continue lendo… »

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28 Mar 2008

III Curso de Pós-graduação em Diálogo Ecumênico e Inter-religioso

Publicado por Timóteo Carriker na categoria preparo missionário

O Instituto Teológico de Santa Catarina abre o III Curso de Pós-graduação em Diálogo Ecumênico e Inter-religioso.

Trata-se de uma importante formação para agentes de pastoral, religiosos/as, professores do Ensino Religioso.

O Curso acontecerá em três etapas, de duas semanas cada uma:

  1. de 14/07 a 26/07 de 2008
  2. de 02/02 a 14/02 de 2009
  3. de 13/07 a 25/07 de 2009

O valor do Curso é de R$ 350.00 cada etapa, muito barato considerando ser uma “pós-graduação”, com reconhecimento do MEC. Há possibilidade de hospedagem no ITESC. Vagas limitadas, com inscrições até 15 de junho.

Informações: (48) 3234 0400 – secretaria@itesc.org.br; www.itesc.ecumenismo.com

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28 Mar 2008

II Encontro Catarinense de Judeus, Cristãos e Muçulmanos

Publicado por Timóteo Carriker na categoria eventos

Em nossos tempos, é uma urgência o diálogo entre as religiões, para a convivência pacífica e a promoção de um mundo melhor. Em Florianópolis, vamos realizar nos dias 05 e 06 de abril o

II ENCONTRO CATARINENSE DE JUDEUS, CRISTÃOS E MUÇULMANOS.

O encontro será no Instituto Teológico de Santa Catarina – ITESC.

Informações: elias.wolff@itesc.org.br – 3234 0400

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22 Mar 2008

Fé e Ciência: gêmeas amigas, ou inimigas?

Publicado por Timóteo Carriker na categoria

O divórcio entre a fé e a ciência, ou entre a física e a metafísica, marcou o fim da Idade Medieval e o início do Iluminismo. Não me entenda mal. Creio que este divórcio trouxe inestimáveis benefícios para ambos os lados, mas não sem um alto preço. Como os divórcios são caraterizados por brigas, mal entendidos, rotulações preconceituosas ou até mesmo xingações dos dois lados, também a ciência e a teologia sofrem de grande dificuldade de comunicação. Além disto, com o amadurecimento da ciência, cresce a convicção popular que a ela pertence o campo de fatos enquanto à religião pertence o campo de valores. Curiosamente ao campo de fatos se aplica a regra de singularidade e dogma. Isto é, a respeito de determinado fenômeno, cientificamente falando, os fatos são únicos, e uma vez estabelecidos, se tornam dogmas. O inverso ocorre na percepção do papel da religião para quem é relegado campo de valores. Estes valores, não como fatos, são múltiplos e por isso culturalmente não devem ser entendidos como dogmas universais, apenas do gosto do freguês. Continue lendo… »

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19 Mar 2008

Novo livro: O evangelho e a cultura

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18 Mar 2008

Por uma visão mais ampla da missão

Publicado por Timóteo Carriker na categoria Bíblia

Editorial publicado no jornal, O Estandarte, ano 116, número 2, fevereiro de 2008, p.2

pelo Rev. Gerson Correia de Lacerda

É interessante analisar o texto bíblico que narra o primeiro milagre realizado por Jesus. Está registrado no evangelho de João. Jesus foi a uma festa de casamento em Caná da Galiléia. Durante a celebração, faltou vinho. Jesus resolveu o problema, transformando a água em vinho. Dessa maneira, a festa continuou e não precisou ser encerrada antecipadamente.

Após narrar o milagre de Jesus, o evangelho de João registra as seguintes palavras: Com este, deu Jesus princípio a seus sinais em Caná da Galiléia; manifestou a sua glória, e os seus discípulos creram nele (Jo 2.11). Continue lendo… »

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16 Oct 2007

Uma perspectiva cristã da ecologia

Publicado por Timóteo Carriker na categoria Bíblia

Extensa reflexão do Rev. Paulo Damião, com muitas citações de autoridades na área, de 22/08/2007:

Para se estabelecer uma Perspectiva Cristã da Ecologia, podemos usar a terminologia que, em geral, é utilizada quando se trata do assunto: Mandato Cultural.

O MANDATO CULTURAL

1. Definições

Entende-se como mandato cultural, a primeira ordem dada por Deus, à raça humana, logo após o ato da criação. Ainda no Éden e bem antes da queda, o ser humano, homem e mulher, criados por Deus, foram envolvidos pelo Criador em algumas tarefas e funções, especialmente, a de estabelecer regras para sua sobrevivência no relacionamento pessoal, interpessoal, com as demais criaturas e com toda a natureza.

C. René Padilha, teólogo latino-americano, assim define o mandato cultural :

O homem é a imagem de Deus, porque o representa e está investido de sua autoridade. O Deus, ao qual o homem se parece é aquele que cria o universo e os seres viventes por meio de sua palavra, mas, imediatamente, faz uma imagem de si próprio e o coloca no mundo como seu representante. É o Criador que implanta no Homem sua própria criatividade e faz dele seu legítimo representante, confiando-lhe a mordomia de sua criação. Ao Homem, como sua imagem, seu representante, Deus dá faculdade de reproduzir-se e confia a mordomia do mundo. A tarefa humana fundamental é o governo da realidade criada, em representação a Deus e sob sua autoridade. Esse é o Mandato Cultural, em cujo cumprimento o ser humano manifesta, efetivamente, que é Imago Dei. O Homem completo, como ser somático e espiritual, assemelha-se a Deus porque a ele foi confiada a mordomia da criação. Nisso se radica a base da responsabilidade humana no uso e cuidado dos recursos naturais, bem como, no desenvolvimento científico e tecnológico.

Para J. Stott, teólogo britânico, o Mandato Cultural se estabelece em três afirmações legítimas :

  1. Deus deu ao homem domínio sobre a terra. Assim, pois, desde o princípio, os seres humanos foram dotados de uma dupla unicidade: têm a imagem de Deus (que compreende qualidades racionais, morais, sociais e espirituais que tornam possível nosso conhecimento d’Ele), e exercemos domínio sobre a terra e suas criaturas. De fato, o caráter único do domínio sobre a terra se deve ao caráter único da nossa relação com Deus.
  2. Este domínio é corporativo. Ao exercer o domínio recebido de Deus, não se cria os processos da natureza, senão que se coopera com eles. Neste sentido é um senhor, de acordo com o propósito de Deus e seu mandato. Porém, também, é um filho em sua dependência última da providência paterna de Deus, que é quem lhe dá a luz do sol, a chuva e estações frutíferas do ano.
  3. Este domínio é delegado e portanto, responsável. O domínio que exercemos sobre a terra, não nos pertence por direito, senão, somente por favor. A terra nos “pertence” não porque a criamos nem porque somos seus proprietários, senão, porque seu Criador no-la tem confiado para dela cuidar.

Timóteo Carriker, missionário e missiólogo no Brasil, assim define o mandato cultural:

A imagem de Deus imputada no homem, a de “reinar” ou “dominar”, que é constatada em Gênesis 1.26, é elaborada logo depois nos versículos 27 e 28. O versículo 27 esclarece que esta tarefa pertence ao homem no sentido genérico, isto é, ao homem e à mulher. Somente os dois juntos realizam a primeira ordenança de Deus, e nenhum dos dois só, é capaz de realizá-la (CARRIKER, 1992, p.23). Continue lendo… »

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