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	<title>Fé e Missão &#187; fundamentos bíblicos de missão</title>
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	<description>Reflexões sobre o engajamento bíblico e missionário da igreja</description>
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		<title>A missão maior: Fazer conhecida a glória do SENHOR</title>
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		<pubDate>Thu, 21 Dec 2006 18:00:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Timóteo Carriker</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>A maior profecia do Antigo Testamento se encontra em Habacuque 2.14: “pois a terra se encherá do conhecimento da glória do SENHOR, como as águas cobrem o mar”. Talvez você estranhe esta afirmação. Você pode pensar: “mas será as promessas messiânicas não são profecias maiores que esta? Lembre-se que as profecias messiânicas são importantes a medida que contribuam para o plano maior de Deus de reinar gloriosamente sobre toda a terra. Logo, a profecia que fala do “fim principal de todo homem”, como diz o Catecismo Menor de Westminster, é aquela que prevê o aumento da adoração a Deus através de toda a sua criação. A profecia é tão importante que se repete, de uma forma ou outra, em momentos chaves ao longo da revelação bíblica (por exemplo: Números 14.21; Salmo 72.19; Isaías 6.3; 11.9; Zacarias 14.8-9; Romanos 15.9; Filipenses 2.10-11). Isto é PASSO NÚMERO 1 no trabalho missionário: FAZER CONHECIDA a glória de Deus em todo lugar para que as pessoas em todo lugar podem prestar culto a Deus e assim “glorificar” Deus, isto é FAZER CONHECIDA a multiforme sabedoria de Deus diante de principados e potestades nos mais altos lugares!” (Efésios 3.10)<span id="more-20"></span></p>
<p>Bem, se o principal propósito do ser homem é adorar e assim glorificar o seu Criador, e se a principal missão do povo de Deus é fazer CONHECIDA esta Sua glória magnífica, não é difícil entender que o maior obstáculo deste empreendimento está no campo do conhecimento. Não digo apenas o conhecimento abstrato (aquilo que chamamos de intelectualismo), mas o conhecimento prático e espiritual (aquilo que chamamos de bom senso e integridade, que por sua vez envolve não só a “mente”, mas também o “coração”). Uma das prioridades diabólicas é simplesmente desvirtuar o conhecimento.</p>
<p>Uma das características de Florianópolis que gosto muito é a apreciação pela natureza e as coisas naturais de modo geral. Isto é muito positivo e certamente encontra respaldo bíblico. Nem sempre, porém, o mesmo espírito de conservação das coisas naturais se aplica à conservação e o desenvolvimento do conhecimento. Não só aqui, mas em todo o mundo ocidental existe uma cultura que procura inibir, abafar, até anular o desenvolvimento do conhecimento. Abafamos, inibimos ou anulamos o conhecimento quando bombardeamos ou saturamos a mente com estímulos que interferem com o seu bom andamento. Quando a saturação se torna dependência, quer seja química ou de outra sorte sensorial, o bom senso e a mente de modo geral são seriamente prejudicados. E isto é uma negação das coisas naturais, pois Deus nos criou para usar os nossos talentos para sermos bons mordomos da criação. O prejuízo do conhecimento certamente é diabólico porque a salvação do homem e o cumprimento do seu propósito de vida—o culto ao único Deus—exige o conhecimento que vem do “espírito” do homem onde convergem a mente e o coração.</p>
<p>Por isso, “fazer missões” inclui o apoio dos ministérios com dependentes químicos, dependentes de barulheiras de qualquer estilo, dependentes de sexo, enfim, dependentes de qualquer tipo que cortam o nervo do trabalho missionário que é uma mente e um coração abertos e sãos. “Fazer missões” neste sentido obviamente tem um vertente político e necessário também. Precisamos apoiar e participar de toda iniciativa civil ou religiosa que lute contra estas dependências através tanto de leis mais rigorosas e agentes da lei para executar as leis, quanto de programas educativos de prevenção especialmente nas escolas e programas de recuperação para quem já se tornou dependente. Finalmente é importante falar nas igrejas abertamente sobre o processo e os ciclos e os graus da dependência, pois dificilmente se torna dependente de dia para noite. É um processo lento e sutil e frequentemente escondido. E ao assumirmos tal tarefa, nós estaríamos assim derrubando os obstáculos a maior tarefa da igreja: fazer conhecida a multiforme sabedoria de Deus, que por sua vez contribui para o fim maior de glorificar a Deus entre todos os povos.</p>
<p><em>originalmente publicado em abril/maio de 2006 na revista, </em>Atual Gospel</p>
<p><a class="a2a_dd addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save#url=http%3A%2F%2Fmissao.info%2F2006%2F12%2F21%2Fa-missao-maior-fazer-conhecida-a-gloria-do-senhor%2F&amp;title=A%20miss%C3%A3o%20maior%3A%20Fazer%20conhecida%20a%20gl%C3%B3ria%20do%20SENHOR"><img src="http://missao.info/wp-content/plugins/add-to-any/share_save_171_16.png" width="171" height="16" alt="Share"/></a> </p>]]></content:encoded>
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		<title>Missão como “Gospel” (segunda parte)</title>
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		<pubDate>Fri, 08 Dec 2006 00:37:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Timóteo Carriker</dc:creator>
				<category><![CDATA[fundamentos bíblicos de missão]]></category>

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		<description><![CDATA[No post anterior procuramos mostrar a relação entre “missão” e gospel. Observamos que gospel é a palavra em inglês para “evangelho”, que significa “boa nova” ou “anúncio notório”. No Novo Testamento, o “evangelho” ou o gospel são as boas novas que Deus ressuscitou Jesus de entre os mortos em realização das suas promessas nas Escrituras [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No post anterior procuramos mostrar a relação entre “missão” e <em>gospel</em>. Observamos que gospel é a palavra em inglês para “evangelho”, que significa “boa nova” ou “anúncio notório”. No Novo Testamento, o “evangelho” ou o <em>gospel </em>são as boas novas que Deus ressuscitou Jesus de entre os mortos em realização das suas promessas nas Escrituras para o povo de Deus e a respeito das suas misericórdias para com as nações. Entendendo deste modo, se torna evidente que o evangelho possui três características essenciais: um caráter <em>narrativo</em>, <em>promissório </em>e <em>histórico </em>e que o evangelismo está no coração da missão da igreja. É narrativo porque descreve principalmente eventos, e não meramente idéias. É histórico porque estes eventos aconteceram dentro do tempo e espaço deste mundo, e não em algum plano etéreo. E é promissório porque os eventos foram não só previstos, mas são o cúmulo dum grande esquema ou plano proferido da boca de Deus e repetido ao longo da história do Israel antigo.<span id="more-14"></span></p>
<p>As implicações desta definição do <em>gospel </em>ou do evangelho não foram elaboradas no último posto. Entretanto não são difíceis de imaginar. Por exemplo, devido à natureza <em>narrativa </em>do evangelho, a evangelização não é principalmente apologética, como alguns imaginam e praticam. Não, antes é a habilidade de contar eventos da vida real, acima de tudo, acerca da vida, morte e ressurreição de Jesus, mas também incluindo a continuação de eventos na vida de quem está evangelizando. Também, por causa da natureza <em>histórica</em>, do evangelho, a evangelização não é principalmente mística. Não, trata-se da inserção e da preocupação de Deus com as nossas biografias, isto é, com o nosso cotidiano. Finalmente, por causa da natureza <em>promissória </em>do evangelho, a evangelização se realiza com a confiança de que Deus está de fato guiando a história e deve apontar para este Deus, e não para o mensageiro do evangelho, pois somente Deus é capaz de guiar o mundo e a história, inclusive as nossas vidas.</p>
<p>Pois bem. Conseguimos recapitular o assunto do último número da revista e avançá-lo um pouco. Agora queremos avançar mais ainda. Além destas três características essenciais do evangelismo, pode-se acrescentar <em>um pré-requisito necessário</em> e <em>duas conseqüências inevitáveis</em>.</p>
<p>O pré-requisito é a <em>exigência do arrependimento e da fé</em> (Atos 2.38; 3.19; 10.43; e 13.38-39). É necessária a disposição e a decisão de abandonar a velha maneira egoística de viver e igualmente deve-se pôr a confiança e a fé em Jesus, o Deus que salva, o nosso Senhor. Tal mudança de rumo é demonstrada inicial e publicamente pelo batismo, que nas palavras de Paulo, ilustra a morte da vida anterior e o nascimento duma nova vida em Cristo (Romanos 6.4). Assim, Deus estabelece um pacto pessoal com o convertido. Entretanto, e independentemente da perspectiva teológica sobre o batismo (de adultos somente ou também de filhos dos crentes), é importante reparar que o “pacto pessoal” não deve ser entendido dum modo individual, pois a aliança é feita dentro duma comunidade de fé na qual o salvo é inserido e com a qual ele é comprometido.</p>
<p>As duas conseqüências inevitáveis do evangelismo são <em>o perdão dos pecados</em> e <em>o dom do Espírito Santo</em>. Não é apenas o que Cristo realizou uma vez no passado. Mas ainda hoje, quando alguém é atingido pelo evangelho, seus pecados são lançados por Deus no fundo do mar, esquecidos e enterrados por Ele, e ainda recebe o precioso presente duma renovação completa pela entrada do Espírito Santo na sua vida (Atos 2.38). Maravilhoso Deus!</p>
<p>Estes são os contornos do evangelismo, sua definição essencial, seu pré-requisito necessário e suas conseqüências garantidas. Trata-se principalmente duma mensagem sobre algo que <em>Deus </em>realizou, não algo que <em>nós </em>fazemos ou decidimos. Por isso, em última análise não se pode avaliar o evangelismo nem em termos de <em>resultados </em>(nossos) e nem mesmo em termos de <em>métodos </em>(nossos). Nem sempre sabemos dos resultados. Mesmo assim o evangelismo ocorre onde o evangelho é anunciado (Atos 8.4, 25, 40) até mesmo quando a mensagem é rejeitada. O sentido bíblico de “evangelizar” não é “ganhar almas”, mas simplesmente anunciar as boas novas. Claro que desejamos resultados positivos!</p>
<p style="text-indent:-0.25in;margin:0 0 0 0.25in;" class="MsoNormal"><span><font face="Trebuchet MS"><em>original publicado em outubro de 2005 na revista,</em> Atual Gospel</font></span></p>
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		<title>Missão como “Gospel”</title>
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		<pubDate>Fri, 08 Dec 2006 00:24:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Timóteo Carriker</dc:creator>
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		<description><![CDATA[No Brasil, a palavra, gospel, popularmente lembra dum estilo de apresentação e de música, um estilo de música bem animada com uma forte dosagem de louvor e uma apresentação realizada normalmente com muita gente. Mas muito antes da gente se interessar em apresentações e músicas tipo gospel, a palavra se referia a um anúncio de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No Brasil, a palavra, <em>gospel</em>, popularmente lembra dum estilo de apresentação e de música, um estilo de música bem animada com uma forte dosagem de louvor e uma apresentação realizada normalmente com muita gente. Mas muito antes da gente se interessar em apresentações e músicas tipo <em>gospel</em>, a palavra se referia a um anúncio de evento muito especial. E isso, por sua vez, tem tudo a ver com a missão da igreja.</p>
<p><em>Gospel </em>é a palavra em inglês para “evangelho”, que traduz o termo latino, <em>evangeliu</em>, que, por sua vez, traduz a palavra grega no Novo Testamento, <em>euangélion</em>, que significa “boa nova” ou “anúncio notório”. Outra palavra no Novo Testamento relacionada é <em>euangelízo</em>, um verbo traduzido normalmente como “evangelizar”, mas que ao pé da letra significa “boa noticiar” ou “anunciar algo notório”. Por exemplo, no mundo antigo o “evangelho” era a proclamação do aniversário do César ou o anúncio da sua chegada triunfal em Roma com o desfile dos seus prisioneiros de guerra. Mas o apóstolo Paulo declarou aos romanos que “evangelho é o poder de Deus” (Romanos 1.16) e não de nenhuma autoridade humana, por maior que fosse. <span id="more-13"></span>No Novo Testamento, o “evangelho” ou o <em>gospel </em>são as boas novas que Deus ressuscitou Jesus de entre os mortos. E o evangelismo ou a evangelização, no cerne, envolve o anúncio da intervenção de Deus na história humana, especificamente na ressurreição de Jesus de Nazaré duma morte por crucificação. Ao ressuscitar Jesus de entre os mortos, Deus inocentou um condenado, efetivamente estabelecendo não só a sua inocência, mas também a sua posição como Filho de Deus e realizador das promessas de Deus nas Escrituras para os judeus e para todas as etnias do mundo (Romanos 1.1-6). Portanto, o evangelismo possui essencialmente um caráter <em>narrativo</em>, <em>promissório </em>e <em>histórico</em>.</p>
<p>Primeiro, como anúncio, o evangelho é uma <strong>narração</strong>. É um relato feito por testemunhas e assim é uma atividade verbal e pessoal. Por isso no Novo Testamento a atividade evangelística que mais se sobressai é o testemunho verbal (Atos 5.32; 1Coríntios 15.5-11).</p>
<p>Segundo, mesmo sendo testemunho, o evangelismo não é meramente subjetivo, relativo à experiência de cada um. Baseia-se na realização histórica de <strong>promessas </strong>específicas feitas no Antigo Testamento a respeito dum novo período na história humana demarcada pela vinda do Messias. Estas promessas também se destacam no evangelismo (Atos 2.25-32; 3.18, 24; 1Coríntios 15.3-4).</p>
<p>Terceiro, além de ser um anúncio, o evangelho é pessoal no sentido de ser transmitido por pessoas transformadas pelos eventos narrados na mensagem proclamada, é também <strong>histórico</strong>. Por mais pessoal que seja, a mensagem possui um conteúdo essencial, sem o qual a mensagem não seria mais evangelística. E este conteúdo se refere à crucificação e à ressurreição duma pessoa, sendo um dado histórico (Atos 2.23; 5.30; 10.39; 13.29; Deuteronômio 21.22-23; Gálatas 3.10-13; 1Pedro 2.24). Este caráter histórico e verificável completa a nossa definição das três características necessárias do evangelismo: é um anúncio de promessas divinas realizadas na morte e na ressurreição de Jesus de Nazaré, agora proclamado Jesus Cristo.</p>
<p>Embora muitas atividades e diversos ministérios façam parte da obra missionária da igreja, é importante lembrar que no coração da missão está o evangelho, o anúncio da ressurreição por Deus de Jesus duma morte por crucificação. A “Grande Comissão”, em cada um dos cinco Evangelhos, segue imediatamente a ressurreição e por isso essencialmente envolve este anúncio, vivenciado na vida dos discípulos de Jesus como a realização das promessas de Deus para o mundo que Ele tanto ama.</p>
<p style="text-indent:-0.25in;margin:0 0 0 0.25in;" class="MsoNormal"><span><font face="Trebuchet MS"><em>original publicado em agosto 2005 na revista,</em> Atual Gospel</font></span></p>
<p><a class="a2a_dd addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save#url=http%3A%2F%2Fmissao.info%2F2006%2F12%2F07%2Fmissao-como-%25e2%2580%259cgospel%25e2%2580%259d%2F&amp;title=Miss%C3%A3o%20como%20%E2%80%9CGospel%E2%80%9D"><img src="http://missao.info/wp-content/plugins/add-to-any/share_save_171_16.png" width="171" height="16" alt="Share"/></a> </p>]]></content:encoded>
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