Sep
21
2007
Recentemente li o seguinte artigo pelo Rev. Gerson Correia de Lacerda, publicado em O Estandarte, revista oficial da Igreja Presbiteriana Independente do Brasil. Foi no Editorial do número 118 da revista. Fiquei muito impressionado porque o artigo identifica com precisão um dos mais importantes requisitos do trabalho missionário, facilmente neglenciado. Veja a seguir:
No dia 12 de agosto, comemoramos o 148º aniversário da chegada do Rev. Ashbel Green Simonton ao Brasil. Ele foi o primeiro missionário presbiteriano enviado pela Igreja dos Estados Unidos ao nosso país.
Era bastante jovem. Tinha nascido no dia 20/1/1833. Estava, pois, com apenas 26 anos. Não sabia falar português. Desembarcou no Rio de Janeiro, onde começou a trabalhar pela semeadura do evangelho em nossa terra.
O Brasil era considerada uma região de risco e de muitas dificuldades para a proclamação do evangelho. A febre amarela ceifava vidas em grande quantidade. Além disso, a Constituição Brasileira daquela época era muito clara. Estabelecia que o Brasil era um país católico apostólico romano. Oficialmente, não era permitida a pregação a qualquer igreja reformada. Continue lendo… »
May
16
2007
Parte dum projeto educativo envolve uma avaliação de projetos anteriores. Não sua falta, procura-se identificar tendências históricas que contribuíram para as teorias, mesmo implícitas, e práticas pedagógicas atuais. Para esta finalidade, esta reflexão se divide em três partes: 1) uma identificação de tendências na educação brasileira ao longo da sua história; 2) o contexto da educação religiosa evangélica em geral e; 3) especificamente o contexto da educação na Igreja Presbiteriana Independente do Brasil. A reflexão é mais sintética que analítica.
Uma breve história da educação brasileira:
Dentro da transformação e não evolução, do ensino público e ao longo da ocupação européia, é possível identificar três paradigmas no ensino público: o dogmático, o científico/técnico, e o democrático social.
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Technorati: educação, educação teológica, educação religiosa, escola dominical
Apr
03
2007
Uma das “reformas” mais marcantes da Reforma Protestante foi no seu conceito das Sagradas Escrituras. O grito protestante (era mesmo um protesto!), sola Scriptura, era o anúncio inequívoco da suprema autoridade e plena inspiração da Bíblia e, ao mesmo tempo, uma denúncia da autoridade da tradição eclesiástica que se colocava no mesmo pé de igualdade com as Escrituras. O discurso reformado a respeito das Escrituras foi tão marcante que surtiu vários efeitos significantes. Por exemplo, transformou o conceito e a ordem da liturgia cristã. Com a ênfase no sola Scriptura destacava-se a pregação da Palavra, ao invés da celebração da ceia como na missa católica. Também a ênfase na autoridade suprema das Escrituras contribuiu para mudanças no governo da igreja. E assim as igrejas reformadas se distanciaram dum sistema de governo estreitamente hierárquico. É possível dizer que o respaldo de sola Scriptura despertou um novo interesse na exegese e menor interesse na dogmática ou na teologia histórica que, até hoje, são exploradas mais no meio católico (talvez os nossos teólogos discordem comigo!). Além destas transformações inteiras, a doutrina da autoridade e inspiração da Bíblia influenciou significantemente até mesmo na organização social e cultural dos povos mais atingidos pela Reforma Protestante. Por exemplo, por valorizar a leitura, foram especialmente os protestantes, por meio do movimento missionário, que promoveram cada vez mais a alfabetização, o ensino popular e até mesmo a ciência. Também contribuiu para o nascimento e promoção dos conceitos democráticos de governo. Logo a “reforma” no conceito das Escrituras foi incalculável dentro e fora da igreja, e permenece um dos assuntos mais importantes no meio evangélico.
Por isso mesmo, resolvi escrever sobre este assunto sob uma nova ótica, a da missiologia. A missiologia, diferente da teologia, é uma reflexão dinâmica a partir da tarefa da igreja no mundo. Disto, eventualmente nasce a sua filha, a teologia, que procura sistematizar as reflexões missiólogicas além do seu contexto original e aplicá-las de modo mais geral. A reflexão que encontramos no Novo Testamento, por exemplo, é “missiológica”. Podemos também chamá-la de teologia de praxis. Foram os apologistas dos séculos posteriores que produziram as primeiras “teologias” como conhecemos hoje, em forma mais sistemática. Continue lendo… »
Mar
31
2007
Na página indicada na coluna direita ao lado, se encontra duas apresentações em PowerPoint dos principais “eixos” e “planos” dos paradigmas hermenêuticos. São modelos geomêtricos de duas dimensões, o primeiro sendo uma tipologia das perspectivas hermenêuticas das diversas ciências, e o segundo se baseando nas observações de Paulo Ricoeur, pai da hermenêutica moderna.
Eixos hermenêuticos
Planos hermenêuticos
Technorati: hermenêutica, interpretação
Jan
05
2007
Aqui encontrará algumas reflexões sobre a educação teológica e missiológica, relevantes tanto para a igreja local, quanto para instituições de ensino teológico em processo de reavaliação curricular. Estão à sua disposição na página, “Recursos para a Educação Cristã” (veja na coluna à direita). Ou simplesmente siga o links a seguir:
História da educação religiosa no Brasil
Fundamentos teologicos para a educação crista
Algumas implicações pedagógicos para um currículo de educação cristã
Além dos estudos acima, estão à disposição a seguintes apresentações de PowerPoint:
A educação e a missão da igreja
Estratégias educativas de mudança
Implementação da educação cristã
Jesus, o bom educador
Papel do educador
Sugestões para aula
Technorati: educação cristã, educação teológica, missiologia